Estética a qualquer custo: os riscos de procedimentos orais malsucedidos
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abril 7, 2024O câncer de boca é uma doença de alta incidência no Brasil. No Ateliê Oral, a orientação é reforçar a atenção aos sinais precoces que podem ser identificados no consultório odontológico.
‘Visitar periodicamente o dentista’ não é frase de efeito. Deve ser enxergada como vital para a saúde. Na boca, além de cáries, infiltração e demais problemas mais conhecidos, podem ser diagnosticados tumores e outros males que vão impactar todo o organismo. A cavidade bucal, por ser altamente irrigada e sensível, costuma revelar alterações antes mesmo de sinais sistêmicos surgirem em outras partes do corpo.
Considerando que o dentista não deve se limitar a olhar os dentes, o paciente deve ficar atento se o profissional que o atende observa periodicamente as gengivas, as bochechas, o céu da boca, a língua (principalmente as bordas), além da região embaixo da língua, nos lábios e amígdalas também. Qualquer alteração persistente — ferida que não cicatriza, mancha branca ou vermelha, dor localizada, sangramento ou nódulo endurecido — deve ser avaliada com urgência.
Dados da Fundação do Câncer informam que os tumores quando diagnosticados no início têm um tratamento mais rápido e eficaz, com 80% de chances de cura, sendo quase dispensáveis intervenções cirúrgicas.
Atitudes simples do dia a dia podem diminuir as chances de desenvolver a doença. Entre as medidas estão evitar o cigarro – visto ser o tabagismo um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento desse tipo de câncer – e cortar o consumo excessivo de álcool e a exposição excessiva ao Sol. Falando em Sol, é importante alertar que ele pode danificar de forma significativa a pele dos lábios. Por isso, o uso de protetor solar labial é essencial para prevenir queimaduras solares e danos causados pelos raios UV, que podem aumentar o risco de câncer de lábios e de pele ao redor da boca.



