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julho 2, 2024O uso indiscriminado de psicoestimulantes tem aumentado em ambientes corporativos e acadêmicos, gerando riscos significativos à saúde, sobretudo bucal. Entre os problemas associados estão o bruxismo, a erosão dentária e dores crônicas nos músculos da face, pescoço e articulação temporomandibular (ATM). Esses medicamentos, ao acelerarem o sistema nervoso central, elevam a tensão muscular e aumentam consideravelmente a força exercida durante o apertamento dos dentes — muitas vezes sem que o paciente perceba.
No consultório odontológico, especialistas do Ateliê Oral têm observado um crescimento expressivo de pacientes com dores musculares relacionadas à mastigação, tensão cervical, disfunções na ATM e prejuízos na função mastigatória. Em muitos casos, a queixa inicial é apenas dor de cabeça recorrente, mas o exame clínico revela sobrecarga muscular importante e sinais evidentes de desgaste dental.
Para exemplificar, a publicação traz o caso de um executivo que, após usar um desses medicamentos, passou a sentir dor intensa na cabeça, pescoço e cervical, além de boca seca, enxaqueca e dificuldade para abrir o maxilar. Os exames odontológicos mostraram que o quadro estava diretamente ligado ao aumento da tensão muscular provocado pelo estimulante.
No conteúdo, o porta-voz do Ateliê Oral explica que o tratamento para esse tipo de quadro é também de competência odontológica, porque envolve diretamente estruturas que são áreas de domínio do cirurgião-dentista.
Entre as abordagens adotadas de resolução estão técnicas de liberação neurofacial e desprogramação neuromuscular, que reduzem a sobrecarga muscular, auxiliam na função mastigatória e contribuem para a melhora da respiração nasal e da qualidade do sono.
Embora essas abordagens possam reduzir problemas como o bruxismo, nenhum tratamento será eficaz se o paciente continuar consumindo psicoestimulantes sem orientação médica. O corpo cobra e os efeitos colaterais têm chegado cada vez mais às cadeiras dos consultórios.
