Dr. Mário Zuolo – Endodontia
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novembro 6, 2023Você sabia que a Erosão Dentária é uma das doenças de maior incidência na boca do ser humano. Também chamada de “Mal do Século”, trata-se da perda ou desgaste da camada externa que reveste e protege os dentes devido ao amolecimento do esmalte.
A diminuição ocorre de maneira discreta e indolor. Mesmo de forma gradativa, pode causar danos – a curto prazo – para a saúde física. E, a longo prazo, o impacto na autoestima é evidente pelo aspecto deteriorado do sorriso, que perde brilho, simetria e resistência.
Mesmo sem a presença de uma patologia bucal, como cárie ou inflamação gengival, a erosão dentária leva os dentes a um severo colapso funcional A perda do esmalte altera a mordida e prejudica diretamente o engrenamento dental, criando uma cadeia de problemas que pode evoluir para dores musculares, estalos na articulação temporomandibular e dificuldades de mastigação. Sensibilidade e fraturas dentárias também estão entre os estragos causados pela doença.
As causas incluem alimentos e bebidas ácidas, estresse, ansiedade e o uso de medicamentos, incluindo antidepressivos. Esses fatores intensificam o apertamento ou o ranger dos dentes, provocando fraturas e desgastes por fricção. Também são comuns comportamentos automáticos, como morder objetos, que aceleram ainda mais o desgaste. Existe ainda a influência de refluxo gastroesofágico, bastante recorrente na população, que aumenta a exposição dos dentes ao ácido interno do organismo, tornando o quadro ainda mais agressivo.
Em relação à ingestão de alimentos e bebidas ácidas, o especialista alerta que não se deve escovar os dentes imediatamente após consumir alimentos ou bebidas altamente ácidos. O ideal é aguardar 30 minutos, pois a acidez reduz o pH da boca e torna o esmalte mais vulnerável, podendo ocorrer desgaste acelerado. Entre os itens com maior potencial erosivo estão refrigerantes, bebidas energéticas, kombuchas gaseificadas e sucos naturais ou industrializados.
É importante enfatizar que a erosão não se reverte espontaneamente. Uma vez perdido, o esmalte não volta a se formar, sendo necessário um tratamento restaurador ou reabilitador para recuperar função e estética. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial para evitar danos irreversíveis e preservar a integridade da mordida.
